Sticky Fingers em Curitiba 2026: a banda que desmonta qualquer rótulo no primeiro acorde

Índice
- Sticky Fingers em Curitiba 2026: a data mudou e o show ficou mais disputado
- Por que o Sticky Fingers soa diferente no palco
- O repertório da turnê na Live Curitiba
- Ingressos do Sticky Fingers em Curitiba: setores e valores
- Curitiba no inverno: como se preparar para um show em agosto
- O que fazer em Curitiba antes e depois do show
- Onde ficar em Curitiba para shows e eventos
- Perguntas frequentes sobre o Sticky Fingers em Curitiba
- Sticky Fingers em Curitiba 2026: uma noite brasileira rara
Rock psicodélico desliza para o reggae, o dub ocupa os graves e o indie soul aparece no instante em que a música parecia seguir por outro caminho. Definir o Sticky Fingers em uma única palavra seria como tentar guardar fumaça no bolso: o formato escapa, muda e volta diferente. É justamente nessa mistura pouco obediente que a banda australiana construiu uma identidade reconhecida nos primeiros segundos.
O Sticky Fingers em Curitiba levou essa sonoridade ao público brasileiro no dia 14 de agosto de 2026, uma sexta-feira, na Live Curitiba. A apresentação fez parte da turnê Live in Latin America 2026 e marcou o retorno do grupo ao país depois de quatro anos. Curitiba e São Paulo foram as duas cidades brasileiras mantidas na agenda da banda.
Quem acompanha Dylan Frost, Paddy Cornwall, Seamus Coyle, Beaker Best e Freddy Crabs sabe que o apelo da banda não nasce de um refrão isolado. Ele vem da maneira como uma faixa muda de temperatura sem avisar: começa relaxada, aperta os graves, abre uma guitarra e termina com a plateia cantando como se conhecesse aquela música desde sempre.
A abertura ficou com o The Terrys, grupo da nova cena independente australiana. Não foi apenas uma banda antes da atração principal, mas uma escolha alinhada ao universo da turnê: guitarra, irreverência e a mesma recusa em caber numa etiqueta confortável.
Sticky Fingers em Curitiba 2026: a data mudou e o show ficou mais disputado
A apresentação curitibana estava prevista originalmente para 8 de agosto. Após uma reorganização da turnê brasileira, o show foi transferido para 14 de agosto, mantendo a Live Curitiba como palco. Os ingressos comprados para a data anterior continuaram válidos, sem necessidade de troca.
A alteração mudou a configuração da passagem do Sticky Fingers pelo país. As apresentações do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte foram canceladas, enquanto São Paulo e Curitiba receberam novas datas. Na prática, o show paranaense virou uma das duas únicas oportunidades brasileiras de ver a banda nesta turnê — e atraiu fãs de outras cidades e estados.
Por que o Sticky Fingers soa diferente no palco
Nos discos, a banda já trabalha com contrastes. “How To Fly” carrega uma leveza quase preguiçosa, “Gold Snafu” avança com baixo pulsante, “Australia Street” cresce de forma gradual e “Liquorlip Loaded Gun” estica a atmosfera até deixá-la desconfortavelmente boa. No palco, essas mudanças ganham corpo, volume e resposta coletiva.
A formação ajuda a explicar a dinâmica:
- Dylan Frost: voz e guitarra;
- Paddy Cornwall: baixo e vocais;
- Seamus Coyle: guitarra solo;
- Beaker Best: bateria;
- Freddy Crabs: teclados que costuram psicodelia, dub e soul.
Nenhum elemento permanece apenas no fundo. Cada instrumento empurra a música para uma direção e, segundos depois, cede espaço para outro. A própria banda descreve sua sonoridade como um “caldeirão”, definição precisa para uma discografia sem fidelidade rígida a um gênero.
Essa mistura de reggae, rock psicodélico e indie soul explica por que o público do grupo não segue um perfil único. Quem chega pela guitarra encontra o groove; quem chega pelo reggae esbarra na psicodelia; quem procura refrões acaba capturado por arranjos menos previsíveis.
Na Live Curitiba, esse repertório encontrou uma casa fechada, cenário que concentra o som e aproxima a reação da plateia. O espaço fica na Rua Itajubá, 143, no bairro Novo Mundo. Os portões abriram às 18h, com início das apresentações previsto para as 21h.
O repertório da turnê na Live Curitiba

A turnê reuniu músicas de diferentes fases do Sticky Fingers. A seleção divulgada pela produtora trazia faixas como “How To Fly”, “Cyclone”, “Gold Snafu”, “Australia Street”, “Cool & Calm”, “Rum Rage”, “Liquorlip Loaded Gun”, “Caress Your Soul” e “Lekkerboy”.
Setlists podem sofrer ajustes de uma apresentação para outra, mas a lista antecipava o tipo de noite que a banda queria montar: grandes músicas da carreira lado a lado com trabalhos mais recentes, sem separar o show em “fase antiga” e “fase nova”. Os sucessos não aparecem só como obrigação no bis — fazem parte da espinha do espetáculo.
O The Terrys ampliou essa lógica com um rock independente direto, jovem e igualmente australiano. Quem chegou depois do início perdeu uma parte real da proposta da noite.
Ingressos do Sticky Fingers em Curitiba: setores e valores
A venda online aconteceu pela Ticketmaster, com ingressos digitais validados pelo aplicativo Quentro. Os setores foram Pista e Mezanino:
- Pista (1º lote): R$ 295 (meia) e R$ 590 (inteira);
- Pista (2º lote): R$ 340 (meia) e R$ 680 (inteira);
- Mezanino: R$ 360 (meia) e R$ 720 (inteira).
O limite era de seis ingressos por CPF, sendo no máximo duas meias-entradas. Também havia bilheteria física sem taxa de conveniência no Estádio Couto Pereira, no Alto da Glória, e na própria Live Curitiba no dia do show. A classificação etária foi de 16 anos para entrada desacompanhada; de 5 a 15 anos, somente com pais ou responsável legal.
Curitiba no inverno: como se preparar para um show em agosto
Agosto é pleno inverno curitibano, com tardes amenas, noites bastante frias e quedas rápidas de temperatura depois que o sol desaparece. A melhor estratégia para shows nessa época são as camadas: uma peça confortável por baixo, outra que possa ser retirada durante o show e um agasalho adequado para a saída. O frio que parece administrável às 18h ganha outra intensidade perto da meia-noite.
A cidade fica especialmente convidativa para caminhadas urbanas, cafés, gastronomia e espaços culturais. O cuidado está em não montar um roteiro impossível no dia do evento: um passeio curto pela manhã, almoço sem pressa e retorno ao hotel à tarde preparam muito melhor do que tentar cumprir uma lista inteira de pontos turísticos.
O que fazer em Curitiba antes e depois do show
Um show na sexta-feira abre uma oportunidade prática: prolongar a viagem no fim de semana. O melhor roteiro não é o que acumula mais endereços, e sim o que conversa com o seu ritmo depois de uma noite de música alta.
O Jardim Botânico de Curitiba funciona bem para a manhã de sexta ou para o sábado. Além da famosa estufa, o espaço abriga jardins, trilhas e o Jardim das Sensações.
Quem prefere arquitetura e música no mesmo itinerário pode seguir para a Ópera de Arame. A estrutura tubular, o teto transparente e o cenário de antiga pedreira mantêm a viagem dentro de um eixo cultural.
No domingo, o Centro Histórico de Curitiba ganha outro movimento com a Feira do Largo da Ordem: artesanato, antiguidades, comida e casarões históricos dividem o mesmo espaço.
Para escolher sem lotar a agenda, confira os principais pontos turísticos de Curitiba e compare parques, museus e regiões da cidade.
Linha Turismo: ver muito sem calcular trajetos
A Linha Turismo de Curitiba atende bem quem chega sem carro. Os ônibus de dois andares percorrem 26 pontos turísticos, conectando locais como Jardim Botânico, Mercado Municipal, Centro Cívico, Museu Oscar Niemeyer, Ópera de Arame, Parque Tanguá, Santa Felicidade e Setor Histórico.
Escolha duas ou três paradas que façam sentido para você. Quem gosta de arte pode combinar o Museu Oscar Niemeyer com o Centro Histórico. Quem prefere áreas abertas encontra no Jardim Botânico e no Parque Tanguá um bom recorte da cidade. E quem associa viagem à mesa pode reservar mais tempo para Santa Felicidade, bairro marcado pela imigração e pela gastronomia italiana.
Onde ficar em Curitiba para shows e eventos
A Live Curitiba fica no bairro Novo Mundo, mas concentrar a hospedagem apenas no entorno da casa pode limitar o restante da viagem. Uma base na região central facilita a chegada de ônibus ou avião, o acesso a restaurantes e o deslocamento para diferentes atrações. Para comparar as opções, veja o guia sobre onde se hospedar em Curitiba.
- Victoria Villa Curitiba: para circular pela região central com facilidade.
- Golden Park Curitiba: próximo à rodoferroviária, simplifica chegadas tardias.
- Dan Inn Curitiba: perto do Teatro Guaíra, conectado à agenda cultural da cidade.
- Nacional Inn Curitiba Estação Shopping: equilíbrio entre conforto e praticidade urbana.
- Nacional Inn Torres Curitiba: boa base para explorar diferentes regiões da capital.
- Nacional Inn Curitiba Santa Felicidade: no tradicional bairro italiano, ideal para quem quer gastronomia.
A conta é simples: terminar o show, enfrentar o frio da madrugada e ainda descobrir como voltar não deveria fazer parte da aventura. Hospedagem bem escolhida resolve essa parte antes que ela vire problema.
Perguntas frequentes sobre o Sticky Fingers em Curitiba
Quando foi o show do Sticky Fingers em Curitiba?
O show foi marcado para 14 de agosto de 2026, sexta-feira, na Live Curitiba. A data original era 8 de agosto, mas a apresentação foi remarcada pela organização, e os ingressos comprados antes continuaram válidos.
Onde aconteceu o Sticky Fingers em Curitiba?
Na Live Curitiba, na Rua Itajubá, 143, bairro Novo Mundo. Os portões abriram às 18h e os shows começaram por volta das 21h.
Quem fez a abertura do show?
O The Terrys, banda australiana de rock independente convidada para acompanhar o Sticky Fingers na turnê latino-americana.
Quais músicas estavam no repertório da turnê?
A seleção divulgada incluía “How To Fly”, “Cyclone”, “Gold Snafu”, “Australia Street”, “Cool & Calm”, “Rum Rage”, “Liquorlip Loaded Gun”, “Caress Your Soul” e “Lekkerboy”. A ordem e o repertório podiam variar de um show para outro.
Onde se hospedar em Curitiba para ir a um show na Live Curitiba?
Uma base na região central costuma ser a mais prática, porque combina acesso fácil à rodoferroviária, ao aeroporto, a restaurantes e às principais atrações. Do centro, a Live Curitiba fica a uma corrida curta de táxi ou aplicativo.
Sticky Fingers em Curitiba 2026: uma noite brasileira rara
Para quem acompanha a banda desde “Caress Your Soul”, descobriu o grupo por “How To Fly” ou chegou mais tarde com “Lekkerboy”, a apresentação de 14 de agosto não foi apenas mais uma data no calendário internacional. O Sticky Fingers em Curitiba reuniu uma sonoridade que muda de gênero sem perder identidade, uma casa preparada para o peso do show e uma sexta-feira que se estendeu por todo o fim de semana.
No instante em que o baixo assume o palco e a primeira guitarra rompe o ruído da plateia, pouco importa decidir se aquilo é reggae, psicodelia, dub, soul ou rock. A melhor resposta está diante do palco: é Sticky Fingers — e Curitiba foi uma das duas cidades brasileiras a ouvir de perto.









