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Cinquenta anos não passam incólumes por ninguém. Passam pelas ruas, pelos hábitos, pelas cidades. Passam pela forma como escutamos, sentimos e nos lembramos. Há meio século, Guilherme Arantes começou a escrever canções que não ficaram presas a uma época. Elas se espalharam. Viraram trilha de novela, de viagem de carro, de despedida silenciosa, de manhãs que precisavam de um empurrão. Música que não envelhece porque nunca foi moda — sempre foi presença e agora vem para Curitiba.
O palco certo para quem atravessou gerações
Guilherme Arantes chega à capital paranaense no dia 21 de março, para um encontro no Teatro Positivo que faz sentido não só pelo espetáculo, mas pelo contexto. A turnê “50 Anos-Luz” não revisita o passado como quem olha para trás, mas como quem reconhece o que permaneceu. Clássicos como “Amanhã”, “Planeta Água”, “Um Dia, Um Adeus” e “Cheia de Charme” surgem como memória viva — músicas que atravessaram novelas, vozes e gerações sem perder o lugar.
Há algo de profundamente coerente em um artista que atravessou o auge do pop rock nacional nos anos 80, sobreviveu às mudanças da indústria, às camadas de tecnologia e ainda prepara um álbum inédito aos 72 anos. Com mais de 140 apresentações anuais, Guilherme Arantes não revisita sua história — ele continua escrevendo. Talvez por isso o público cante em coro. Talvez por isso Curitiba responda tão bem a esse encontro.
Uma cidade que também não se entrega de imediato
Curitiba se revela nos bairros onde a rotina acontece sem pressa, onde o cotidiano diz mais do que qualquer ponto turístico famoso. Entender por que certas regiões concentram cafés, livrarias, teatros e conversas longas muda completamente a forma de circular pela cidade.
O deslocamento revela uma Curitiba que muda de ritmo conforme você avança. O centro, especialmente, guarda camadas que não se mostram para quem passa rápido demais. Há coisas ali que só aparecem quando você decide fazer diferente, trocar o trajeto óbvio por uma rua paralela e perceber que o centro não é cenário — é organismo.
Depois do último acorde, a cidade continua
Quando o show termina, Curitiba não encerra a noite. Ela apenas muda de tom. A relação da cidade com a gastronomia não é sobre excesso, mas sobre escolha. Restaurantes que respeitam o tempo, o ingrediente e a conversa. Comer aqui vira extensão do dia, não obrigação turística. Entender por que alguns endereços se tornaram referência ajuda a compreender como a cidade pensa — e por que ela agrada tanto quem volta.
Nem só de parques vive Curitiba
Entre um compromisso e outro, surge a pergunta inevitável: o que fazer além do verde tão associado à cidade? A resposta aparece na rotina local. Exposições discretas, programações culturais espalhadas, hábitos urbanos que não chamam atenção, mas constroem identidade. Curitiba se sustenta nessa soma silenciosa — e é isso que faz um fim de semana aqui nunca caber em um único roteiro.
Um lugar para pousar o dia

Quando a música termina e o corpo pede pausa, a escolha do lugar onde se fica deixa de ser detalhe. Em uma viagem motivada por um show que celebra cinco décadas de história, faz sentido se hospedar em um lugar que acompanhe esse ritmo.
O Hotel Victoria Villa Curitiba, na Av. Sete de Setembro, facilita a vida de quem quer circular a pé ou de carro pelo centro expandido. O Hotel Golden Park Curitiba, próximo à Rodoferroviária, resolve bem deslocamentos curtos e chegadas tardias. Já o Hotel Dan Inn Curitiba, ao lado do Teatro Guaíra, dialoga diretamente com quem vem à cidade movido por agenda cultural. O Nacional Inn Curitiba Estação, perto do Shopping Estação, funciona como ponto de apoio prático para quem mistura programação urbana e descanso. E o Nacional Inn Torres Curitiba, com localização central, cumpre bem o papel de base simples e eficiente.
Hotéis da Rede Nacional Inn, distribuídos por regiões estratégicas de Curitiba, surgem assim — como suporte natural para quem quer viver a cidade com fluidez, não como atração paralela.